Uma briga entre torcedores na arquibancada da Arena Joinville paralisou o jogo entre Atlético-PR e Vasco aos 17 minutos do primeiro tempo, quando os paranaenses venciam por 1 a 0, na tarde deste domingo. Depois de uma hora e dez minutos, em que dirigentes e autoridades discutiram que rumo tomar, a partida voltou a ser disputada.

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Um grupo do Furacão e outro de cruz-maltinos protagonizaram cenas de selvageria, com trocas de socos e pontapés. A polícia demorou a agir e, somente depois de alguns minutos do início da confusão, alguns oficiais apareceram para conter o tumulto. Três pessoas removidas pela equipe médica estão em estado grave e já foram hospitalizadas, de acordo com o médico José Eduardo Dias, de plantão no estádio. Foram identificadas como Estevão Viana, William Batista e Diogo da Costa.

Porta-voz da Polícia Militar no caso, o policial Adilson Moreira explicou que não havia ninguém fardado na separação da arquibancada porque a responsabilidade era de uma empresa contratada pelo mandante. A PM, a princípio, apenas agia do lado de fora da Arena.

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– É um evento privado, e a segurança era de responsabilidade de uma empresa privada contratada pelo Atlético-PR. Tudo vai ser analisado em razão das imagens. A Polícia Militar tinha que fazer o policiamento na parte externa do estádio, como está fazendo – afirmou Adilson.

As cenas foram fortes, com torcedores levando pisões na cabeça e caídos  desacordados nos degraus das arquibancadas. Muitos vascaínos, acuados,  pularam no campo para escapar. Um helicóptero pousou no gramado para  resgatar os feridos no incidente, minutos depois.

Durante a briga, jogadores dos times se encaminharam para perto da arquibancada para pedir que os torcedores parassem com a briga, que cresceu e tomou proporções impressionantes. Aos prantos, Luiz Alberto parecia não acreditar no que assistia e clamava pela paz.

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– A  gente estava tentando tirar os torcedores do Atlético. Estávamos vendo o rapaz deitado, tomando chute, levando golpe de madeira. É um ser  humano. Isso precisa parar. A gente pedia para eles pararem, e eles não  nos escutavam – afirmou o zagueiro do Furacão.

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, e o vice geral Antônio Peralta se mostraram contrários à continuação da partida.

– Falei com o delegado do jogo e com a Polícia Militar. Se continuar o jogo e acontecer alguma coisa, os responsaveis são eles. Não estão respeitando o que é mais importante: vidas. Não é o rebaixamento nem nada. Não estamos pensando em Primeira ou Segunda Divisão. Estamos pensando em vidas – afirmou Dinamite.

A situação mexeu com todos os envolvidos na partida. Wendel falou em desastre.

Esse tem que ser PRESO e BANIDO do futebol

Esse tem que ser PRESO e BANIDO do futebol

– Tristes esses confrontos, não tenho  palavras. Deu para ver uma pessoa no chão, não sei o que aconteceu. Mais um desastre no nosso futebol brasileiro. Vem ano de Copa do Mundo, ano em  que o Brasil vai ser visto pelo mundo todo. É difícil  pensar em tirar o time do rebaixamento, e espero que não tenha acontecido o pior. Por isso que a gente vem tentando criar esse Bom Senso FC. A gente quer organizar um pouco mais – afirmou o volante vascaíno.

A principal torcida organizada do Atlético-PR publicou em seu site, durante a semana, que não venderia ingressos para mulheres e menores de idade, “devido ao alto risco de confrontos na estrada, em consequência do grande número de torcedores de clubes rivais que estarão se deslocando para os jogos da última rodada”.