A classe média teve aumento de 36% na renda do trabalho e de 57% na renda não derivada do trabalho em dez anos, segundo estudo “Vozes da Classe Média”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A renda por trabalhador passou de R$ 400 por mês, em 2001, para R$ 543 por mês. Já a renda não derivada do trabalho, vinda de outras fontes e transferências públicas e privadas, subiu 57% no mesmo período, de R$ 110 por mês, por adulto, para R$ 173 mensais.

Segundo o estudo, “parte da diferença de renda entre classes resulta de correspondentes diferenças no rendimento do trabalho e na renda não derivada do trabalho”. Na classe baixa mais de 30% da renda não é derivada do trabalho e na classe média, ela corresponde a menos de 25% da renda familiar total.

A renda do trabalho foi fator mais importante para explicar o aumento da classe média, de acordo com o estudo. Em segundo lugar, o impacto veio da não derivada do trabalho.

“Quase 60% do crescimento na sua renda, verificado na última década, teria ocorrido mesmo que o aumento na renda do trabalho tivesse sido a única mudança sucedida”, aponta o Ipea. A renda proveniente do trabalho responde por mais de ¾ da renda familiar.

A renda per capita subiu 51% nos dez anos, de R$ 382 por mês para R$ 576.