A SuperVia foi autuada pelo Procon-RJ com uma multa que pode variar entre R$ 481,32 e R$ 7,2 milhões. Em uma operação denominada Via Crucis, feita nesta segunda-feira (27), 24 estações de trem foram vistoriadas. Apenas cinco disponibilizam banheiros aos passageiros (Deodoro, Cascadura, Madureira, Engenho de Dentro e Central) e somente a estação de Cascadura tem acesso para cadeirantes. A empresa tem, agora, 15 dias para se explicar. Até a publicação desta reportagem, a SuperVia ainda não tinha se posicionado.
Fiscais do Procon-RJ fizeram vistoria em 24 estações (Foto: Divulgação / Procon)
De acordo com Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), que realizou a operação em conjunto com o Procon-RJ, maioria das estações não dispõe de cobertura, deixando o usuário exposto ao tempo (sol e chuva). A maioria delas também não possuem extintor de incêndio.

A SuperVia foi autuada pelo Procon-RJ, com a multa podendo variar de 200 a 3 milhões de Ufirs (de R$ 481,32 a R$ 7,2 milhões, respectivamente).

A fiscalização embarcou na estação de Santa Cruz, às 4h45, em direção à Central do Brasil, e os agentes foram divididos em cinco equipes a fim de vistoriarem todas as estações daquele ramal. Antes, porém, parte da equipe do Procon-RJ chegou a ter sua entrada barrada por funcionários da SuperVia. Ante a ameaça de voz de prisão por parte do diretor de fiscalização, Fábio Domingos, a entrada acabou sendo liberada.

Além da falta de acessibilidade para deficientes físicos, de banheiros, de coberturas e de extintores nas estações, os fiscais verificaram outra infração da concessionária na estação de Cosmos. As bilheterias eram para estar abertas desde as 4h40, conforme cartaz afixado no próprio guichê, mas os ingressos só começaram a ser vendidos às 5h10. O resultado disso foi a formação de fila para a compra dos bilhetes.

Essa foi a primeira de várias fiscalizações que a Secretaria de Defesa do Consumidor e o Procon-RJ. Segundo a Seprocon, todos os ramais serão fiscalizados.