Um policial civil foi morto ao ser atingido por disparos vindos de um Renault Mégane na Rua Canaã, altura do número 600, em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio.

O inspetor Hélio de Castro Pinheiro, mais conhecido como Helinho, era lotado na 16ª DP (Barra da Tijuca) e conversava com dois amigos, um deles PM, na porta de casa, quando foi surpreendido pelos tiros.

O terceiro-sargento Jorge Luís Siqueira da Silva e Peter Palmeira dos Santos foram baleados e socorridos. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o crime.

Segundo os policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) que atenderam a ocorrência, o sargento lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e também no gabinete do deputado estadual Chiquinho da Mangueira, do PMDB, foi atingido no dorso, na mão e no abdômen.

A outra vítima foi baleada de raspão nas costas e atendida no local. O policial militar foi socorrido no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas no início da noite, foi transferido para o Hospital da PM (HPM), no Estácio.

“Fiquei chocado com a notícia. Ele (Jorge Luís) tinha um comportamente exemplar no trabalho”, frisou o deputado Chiquinho da Mangueira, que trabalhava há dois anos com o sargento na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Helinho já foi preso em 2011 pela DH acusado de participar da morte do sargento bombeiro Antônio Carlos Macedo, em novembro de 2010.

Na época, o policial era lotado na 25ª DP (Engenho Novo) e vendeu o carro usado no crime. Na casa dele, os agentes da especializada encontraram cheques. Ele foi preso por receptação e agiotagem.

A Polícia Civil informou que o inspetor trabalhava normalmente, mas respondia um procedimento administrativo disciplinar pela Corregedoria Geral Unificada (CGU). Porém, a linha de investigação da DH não foi informada.