Subiu para 20 na tarde desta terça-feira o número de mortos após o forte temporal que atingiu município de Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

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Em nota, a Secretaria de Estado da Defesa Civil disse que o número de mortos chega a 20, com duas vítimas encontradas no bairro Independência.

Pai de duas vítimas acusa Prefeitura e Bombeiros de negligência

Luciano Santos de Barros, pai de Lucas Ladislau dos Santos, de 16 anos; e Jade Siqueira Barbosa, de 12 anos, que morreram soterrados, afirmou que há quatro meses pedia para a prefeitura fazer a contenção do muro que desabou sobre sua casa e matou seus filhos.

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“Em janeiro, comecei a fazer a obra pagando meu meu próprio bolso, mas não conseguir terminar por falta de dinheiro“, disse ele.

De acordo com Luciano, seu filho ainda foi retirado dos escombros com vida por volta de 00h40, mas os bombeiros só chegaram ao local para prestar socorro às 4h. O menino não resistiu e morreu.

“Tenho certeza de que se os bombeiros tivessem chegado mais rápido, meu filho teria sido salvo”, afirmou.

Lucas será enterrado nesta terça-feira, no Cemitério Municipal de Petrópolis, a menina Jade, foi sepultada nesta segunda, no mesmo cemitério.

A família tem ainda mais três filhos, que não sabem que os irmãos morreram. Os pais estão esperando para contar quandos as crianças estivem menos abaladas pela perda da casa onde moravam.

“Nossa família está destroçada, perdemos nossos anjinhos, nossa casa está em ruínas, estamos em um abrigo, mas até agora a prefeitura não apareceu para dizer o que será da gente”, disse Luciano.

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Seis corpos serão enterrados nesta terça-feira

Seis corpos serão enterrados nesta terça-feira. Lucas Ladislau Santos de Barros, Nilton Pereira da Fonseca, Diego Oliveira Vale, Lídio Antônia de Paula, Antônio Célio Pereira e Maria da Conceição serão sepultados no Cemitério Municipal de Petrópolis.

Ainda nesta segunda-feira, foram enterrados o funcionário da Defesa Civil Fernando Fernandes Lima e a menina Jade, de 12 anos. O corpo de outro funcionário da Defesa Civil, Paulo Roberto Figueiras, deverá ser cremado em outro município.

Sirenes demoraram a ser acionadas

Moradores garantem que só ouviram a sirene, uma hora após o desabamento. “Quando a sirene soou, as casas já estavam no chão”, disse Claudia Vicente, moradora do Quitandinha, onde quatro casas desabaram.

Em uma delas, sete crianças ficaram soterradas e um corpo foi resgatado. Na casa ao lado, mais três crianças ficaram sobre os escombros, uma delas de apenas 1 ano e 3 meses. Na terceira casa, de cinco familiares apenas um conseguiu sair com vida. Já na última, as quatro pessoas que estavam na hora do deslizamento se salvaram.

O governador Sérgio Cabral liberou R$ 3 milhões para Petrópolis, onde 560 pessoas estão desalojadas. De Roma, a presidenta Dilma Roussef recomendou medidas mais “drásticas” para retirar famílias que insistem em permanecer em locais condenados pela Defesa Civil.