Cerca de mil motoboys fizeram uma carreata na manhã desta sexta-feira pelas ruas da capital paulista em protesto contra o fim do prazo para adequação às novas regras de segurança, que passarão a vigorar a partir de deste sábado. Eles querem a prorrogação do período para o cumprimento das medidas de segurança editadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Conatran). O cortejo de motos teve início na Avenida dos Bandeirantes, na zona sul, por volta das 11h. Os motoboys seguiram pela Avenida 23 de Maio até a Avenida Paulista.

Caso o prazo não seja revisto, os trabalhadores prometem paralisar o serviço de entrega no estado. Só na capital são cerca de 200 mil profissionais, de acordo com o Sindicato dos Motoboys de São Paulo (Sindimotos). No estado, são 500 mil. “O Denatran [Departamento Nacional de Trânsito] precisava fazer um levantamento do cenário nacional [de adequação às novas normas]. Tem cidade que nem conhece as regras. São Paulo tem o melhor quadro, apesar de toda a deficiência”, explicou Gilberto Almeida Gil, presidente do sindicato.

Gil destacou que 32 mil trabalhadores no estado fizeram o curso especializado para motofretistas e mototaxistas. “Esse é o primeiro passo para a regulamentação”, informou. A principal dificuldade para adequação às normas, na avaliação do sindicalista, é o pequeno número de vagas nas instituições credenciadas a prestarem o curso. “Eram 24 e credenciaram mais 17, mas ainda assim não é suficiente. Além disso, o curso é pago. Tem motoboy que tem dificuldade de pagar R$ 200”, declarou. A nova regra exige ainda a instalação de equipamentos de segurança.

O motociclista que descumprir as regras estará sujeito às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, que pode chegar à multa de R$ 191,54, apreensão da motocicleta e até suspensão da carteira de habilitação, dependendo da infração.