A crise paulista está se estendendo por um longo tempo e sem aparente solução das autoridades. Mortes que abalam não somente os familiares mas que abalam as estruturas do governo de São Paulo. Geraldo Alckimim de primeira negou ajuda federal mas como os estampidos não diminuiram está para aceitar, mesmo tarde e emesmo contra a sua vontade. São PM’s e civis levando chumbo por conta de uma facção que manda em SP.

A sequência de noites violentas na Grande SP tem mais 22 vítimas. Desta vez, 12 pessoas foram mortas a tiros e ao menos 10 ficaram feridas, em um período de cinco horas, entre 19h30 dessa quinta-feira, 8, e 0h30 desta sexta-feira, 9. Na maior parte dos crimes, desconhecidos chegaram de moto, atiraram diversas vezes e fugiram.

A última morte confirmada foi de um adolescente, de 16 anos, que teria trocado tiros com policiais das Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicleta (Rocam). A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que ele chegou morto ao Hospital Planalto.

Em Santo André, no ABC Paulista, oito pessoas foram atacadas em dois pontos diferentes da cidade.

Pouco depois de 0h desta sexta-feira, homens que estavam de moto abriram fogo contra seis pessoas na Rua Fernando de Noronha, na Vila Sacadura Cabral. Três vítimas foram atingidas na cabeça e morreram no local. Uma pessoa morreu no hospital e duas permanecem internados no Centro Hospitalar de Santo André.

Cerca de uma hora antes, na Rua Ubatuba, na Vila Guiomar, duas pessoas foram baleadas, também por homens de moto. A polícia afirma que no local do crime funciona um ponto de venda de drogas. Uma vítima morreu enquanto recebia atendimento no Centro Hospitalar de Santo André e outra permanece internada.

O estado de saúde dos sobreviventes dos crimes em Santo André não foi divulgado. Os dois ataques foram registrados no 2º Distrito Policial da cidade.

Em Santana de Parnaíba, três jovens foram baleados no início da madrugada desta sexta-feira, 9, na Rua Capricórnio, no Parque Santana. Segundo a Polícia Militar, as vitimas estavam em uma praça, quando dois homens numa moto passaram pelo local e atiraram várias vezes. Dois baleados morreram no local. O terceiro atingido conseguiu correr e foi encaminhado pela PM ao Hospital Santa Ana, onde permanece internado, sem risco de morrer. O crime foi cometido a poucos metros de uma delegacia, onde funciona o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) da cidade.

Na zona sul da capital paulista, quatro ataques foram registrados, entre 23h e meia-noite desta quinta-feira, 8, em uma área de três quilômetros. Três pessoas foram mortas. Duas vítimas, feridas, foram encaminhadas para o pronto-socorro do Campo Limpo.

A única vítima identificada é Adauto Vieira Andrade, de 27 anos, que tinha passagem pela polícia. Ele foi executado por dois homens em uma moto na Rua Bacio de Filicaia, no Jardim Figueira Grande.

Os outros ataques foram cometidos na Rua Paulino Vital de Moraes, no Parque Maria Helena; Rua Manoel Vieira Sarmento, na Chácara Santana, e na Avenida Cândido José Xavier, no Jardim São Luís. Os casos foram registrados no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo.

Por volta das 19h30 dessa quinta-feira, também na zona sul de São Paulo, dois homens em uma moto atiraram contra um grupo de pessoas que estava em frente a um sacolão, na Rua Indochina, em Cidade Dutra. Segundo a polícia, o alvo dos atiradores era William Roberto da Silva. Mesmo baleado, ele correu e foi alcançado na Rua Afonso Albuquerque, onde acabou executado. Um funcionário do sacolão e duas mulheres ficaram feridos, foram atendidos no pronto-socorro do Grajaú e não correm o risco de morrer. O caso foi registrado no 101º Distrito Policial, do Jardim das Embuias.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) irá investigar os casos.

Ônibus. Um ônibus biarticulado da Viação Cidade Dutra foi incendiado por um grupo de pessoas por volta das 22h de quinta-feira, 8, na região do Grajaú, zona sul da capital. O veículo, que fazia a linha 6913 (Terminal Bandeira – Terminal Varginha), seguia para o centro da cidade e parou em um dos pontos. Homens armados mandaram os passageiros descerem e atearam fogo ao coletivo. O cobrador Roberto Ribeiro Mendes, de 33 anos, teve 30% do corpo queimado e foi levado para o pronto-socorro do Grajaú. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Nossa Senhora de Fátima, com o quadro clínico estável. Nenhum suspeito foi detido. O caso foi registrado no 101º Distrito Policial, do Jardim das Embuias.

Paese. Em razão do ataque ao ônibus, as linhas da Viação Cidade Dutra não atenderam passageiros durante a madrugada. O Plano de Apoio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado entre 4h e 8h. Às 9h, cerca de 300 dos 400 ônibus que ficaram no estacionamento da empresa, no Grajaú, haviam saído, de acordo com a SPTrans.

Confronto. Dois homens numa moto roubada foram baleados, durante a noite, numa suposta troca de tiros com policiais militares das Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicleta (Rocam). Segundo a PM, a dupla negou-se a parar o veículo e foi perseguida até a Rua São João Marcos, região de Itaquera. Neste local, os dois ocupantes da moto teriam atirado contra os policiais, que revidaram. Um dos suspeitos, de 16 anos, chegou morto ao pronto-socorro do Hospital Planalto. O segundo, de 17 anos, foi transferido para o Hospital Ermelino Matarazzo, onde permanece internado. O caso foi registrado no 63º Distrito Policial, da Vila Jacuí, e será investigado pelo DHPP.