Equipes de técnicos e engenheiros da SuperVia seguem trabalhando na estação de Madureira para liberar totalmente o local. No momento, apenas a entrada próxima ao Viaduto Negrão de Lima está aberta para embarque e desembarque de passageiros. A previsão de conclusão da vistoria e liberação do acesso fechado é às 15h. Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas sem gravidade, segundo a assessoria dos bombeiros. Sete vítimas foram encaminhadas para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes; cinco para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier; e quatro para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo.

“Estava no último vagão e ouvi um barulho forte. As portas se abriram e todos foram jogados para fora”, disse a passageira Tássia Cristine, que está no Hospital Carlos Chagas com ferimentos no braço e joelho.

A Agetransp divulgou uma nota informando que enviou fiscalização e abriu boletim de ocorrência para apurar os motivos do descarrilamento de um trem da SuperVia, ocorrido às 6h31 desta terça-feira, na estação de Madureira. O transportede passageiros está sendo feito com intervalos irregulares e o atraso, em média, é de 20 minutos. Não há previsão para normalidade da operação. O auxiliar de limpeza Pedro Luis Barreto, de 57 anos estava no penúltimo vagão e conta ter vivido momentos de pânico. De acordo com ele, a composição já havia apresentado problema pouco antes do acidente.

“Quando o trem passou pela estacao de Oswaldo Cruz ouvi um barulho e o trem sacudiu. As pessoas já ficaram assustadas. Começou a sair uma fumaça muito densa na parte de cima do trem, pensei que fosse pegar fogo. Na estacao de Madureira, depois do acidente, as pessoas saíram pela janela desesperadas”, disse Pedro, que mora em Queimados e precisou receber atendimento médico no Hospital Carlos Chagas após sofrer um crise de hipertensão. Outro ferido foi identificado como Ricardo Barbosa de Almeida. Ainda não há identificação das outras vítimas.