O pai do candidato a vereador pelo PT em Caxias, Sidney Souza e Silva, de 27 anos, baleado nas costas no final da madrugada deste sábado, disse que considerou um milagre ver o filho vivo. “A gente agradece a Deus por ele estar fora de perigo. Meu filho não tem inimigos, é um garoto bom, trabalhador, um homem de bem. Mas, a vida continua. Vamos deixar tudo isso que aconteceu nas mãos da Justiça”, disse, emocionado, Sidnei de Paula e Silva, 52 anos, na porta do hospital, onde exibiu dois projéteis recolhidos no local do crime. Sidney , conhecido como Sidinho Souza, levou dois tiros nas costas dentro do seu Hyundai i30, placa LLQ 2810, quando chegava em casa, no bairro 25 de Agosto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O crime aconteceu por volta de 5h30, na esquina das ruas Barão do Triunfo com Assunção, e a poucos metros do Centro Escola de Estética da Unigranrio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os bandidos foram dois homens que ocupavam uma moto e não fizeram questão de esconder o rosto. Um deles, sem camisa e que estaria usando um pente da balas na cintura, ainda atirou contra o Fiesta, placa KWZ 2112, do empresário Diogo Arcanjo, 28, coordenador-geral da campanha de Sidinho, e que saiu ileso do atentado.

Sobrinho do ex-deputado federal Carlos Santana (PT), também candidato a vereador no Rio, Sidinho, que se notabilizou na região como promotor de eventos, foi operado no início da tarde, no Hospital de Clínicas Mário Lioni, e não corre perigo de morte.

O petista retornava de uma casa de shows, no Centro do Rio, ocupando o banco traseiro, atrás do carona. Estavam ainda no carro, o motorista, Elínio da Cunha Junior, 29; Diogo e o vendendor Ronaldo Henrique Ferreira, 32.

“Foi tudo muito rápido, com tiros para todos os lados. Só sei que arranquei com o carro e fui direto para o hospital, que fica a cerca de 500 metros do local da confusão”, contou Elínio Junior, ainda assustado, na porta da 59ª DP, onde o caso está sendo apurado.

Também traumatizado, Diogo disse que havia trocado de carro e assumia o volante do seu Fiesta, quando viu os dois bandidos, já atirando. “Desesperado, saí em disparada e eles foram atrás de mim, mandando bala, até que desistiram e desapareceram”, lembrou.