Sem vice-presidente de futebol e próximo de perder também o de finanças, o  presidente Roberto Dinamite tem reunião de diretoria marcada para este fim de  tarde para lavar a roupa suja neste momento político conturbado pelo qual passa  o Vasco. O problema é que a água está cortada desde a última quinta-feira em São  Januário. Desde maio que o clube não paga a conta da Companhia Estadual de Águas  e Esgotos (Cedae). A dívida já soma R$ 1.336.230,19 dos últimos cinco meses – como são duas matrículas em nome do clube, ao todo são 10 meses em atraso.

Ontem, como virou rotina nos últimos dias, a água veio de caminhões-pipas de  empresa da Baixada Fluminense. São quatro viagens — duas pela manhã e mais duas  de tarde. O veículo armazena 15 mil litros de água e faz um reabastecimento  quase suficiente para cobrir os cerca de 60 mil litros de consumo de água diário  no clube. Na tarde de ontem, um aluno de uma das escolinhas de basquete e um  funcionário do clube relataram a falta de água em alguns banheiros. De tarde, a  reportagem do Jogo Extra constatou a falta de água no banheiro logo atrás do gol  da arquibancada.