Há um tempo atrás eu levei uma menina com 19 anos +- para ser internada por vontade própria em um centro de reabilitação em Vassouras, ela já não aguentava a dependência do CRACK. Vivia as madrugadas em favela da zona oeste com seu cachimbo, pulando amarelinho sozinha, sendo abusada sexualmente e moralmente por bandidos, moradores que se aproveitavam da situação de zumbi na qual ela se encontrava, por outros viciados e pelos policiais nojentos que se encontram em nossa sociedade passiva. Ela muito bonita estava totalmente estragada por causa das drogas, com manchas pelo corpo, magra como uma anorexa, cabelos sujos e caindo… quando a vi fiquei com o pior sentimento que pode uma pessoa sentir pelo seu semelhante: PENA. A menina tem um filho e este mesmo filho ela nem o reconhece  mais, meu Deus como pode uma droga dominar o amor de mãe? A pessoa ficar refém e não ter nem amor próprio? Se ela pediu ajuda é porque ela estava se vendo aos poucos (digo de forma rápida) ela morrendo e seu valores também… e mesmo assim lá estava ela com o cachimbo.

Pois bem, ela ficou internada no local depois de uma correria para arrumar vaga, chegar no horário marcado senão perderia a vaga e o que ela fez? Antes dos 3 meses que deveria ficar na reabilitação ela fugiu e voltou para o mesmo lugar que quis fugir – NA MESMA FAVELA E PASSANDO PELOS MESMAS MAZELAS DE ANTES – hoje já não sei se ela está viva, morta ou se continua como uma morta-viva só sei que a minha parte foi feita, ela quis ser salva mas CRACK a venceu. Lá no centro de reabilitação cheguei a conversar com pais de dependentes e todos elogiaram o centro, um ex-dependente que acabava de receber alta cumprindo os três meses disse ter sido muito bem tratados por todos de lá, entrei e conheci as dependências do local, quartos, salas, cozinha, área externa… te pergunto, a droga vale a sua vida? Fiquei triste quando soube que ela tinha fugido porque parece que nossa luta foi em vão.

 

Lucro baixo e presença da polícia fazem crack virar ‘proibidão’ nas favelas

O aviso inusitado que teria sido espalhado por traficantes, proibindo a venda de crack nas favelas do Jacarezinho, Mandela e de Manguinhos, na Zona Norte, surpreendeu usuários da droga e moradores nesta semana.

Em postes e muros da região, onde existem as maiores cracolândias do Rio, cartazes foram afixados com os seguintes dizeres: “Em breve a venda de crack será proibida nesta comunidade”. Os primeiros recados foram colocados em pontos de vendas de entorpecentes do Mandela.

“Não esperava essa atitude. Os moradores estão comemorando. Torço para que essa decisão seja imitada em outras comunidades”, afirmou o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa.

Nesta segunda-feira, ele esteve no Complexo de Manguinhos, onde sua entidade desenvolve trabalho social, e conheceu Vera, de 60 anos, que admitiu ser viciada e consumiu crack na frente de jornalista. “Foi chocante, deprimente. Ela me disse que seu vício é a mesma coisa de alguém algemado, que não consegue se libertar”, comentou.

Na opinião de Costa, a iniciativa foi dos líderes do tráfico, ligados à facção criminosa Comando Vermelho, e teria duas explicações: o preço baixo da pedra de crack (que varia de R$ 1 a R$ 25) tem atraído multidões de viciados, verdadeiros zumbis, que acabam prejudicando a venda de drogas mais caras, como a maconha e a cocaína.

Além disso, os ‘farrapos humanos’, como também são conhecidos, obrigam a polícia a estar constantemente na região, afastando consumidores.

 

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