Com a presença da presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, assinou, nesta quarta-feira (13), contrato de financiamento com o Banco do Brasil no valor de R$ 3,6 bilhões para aplicar em obras de infraestrutura e mobilidade. O empréstimo é o maior da história do banco concedido a um estado.

De acordo com o governo do Rio, desse total, R$ 200 milhões serão aplicados na Linha 3 do metrô, que liga Niterói a São Gonçalo. Outros R$ 400 milhões serão para a Linha 4 do metrô, que vai de Ipanema à Barra da Tijuca.

A construção do Arco Metropolitano receberá R$ 200 milhões. O programa Pró-Estrada, voltado à restauração e duplicação de rodovias, terá R$ 250 milhões. A compra de barcas para ligar a cidade do Rio a Niterói receberá R$ 310 milhões. O restante, R$ 1,8 bi, irá para projetos de infraestrutura urbana e equipamentos.

O evento aconteceu no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

O governo também vai destinar parte das verbas para projetos de infraestrutura urbana, como o Asfalto na Porta, que prevê pavimentação e sinalização de vias urbanas em 91 municípios. Serão usadas também em obras de urbanização, infraestrutura e esgotamento sanitário em comunidades de baixa renda da Região Metropolitana, obras de contenção de encostas e infraestrutura na Região Serrana, aquisição de equipamentos sociais e terrenos para programas dos municípios e controle de cheias nas regiões Norte e Noroeste do estado.

Uma parcela do financiamento irá ainda para obras necessárias à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016. Para o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Estado do Rio de Janeiro (Prodetur-RJ), serão aplicados R$ 50 milhões. Esses recursos servirão para melhorar a infraestrutura e implantar equipamentos nos centros de eventos de Parati e Cabo Frio.

Outros R$ 302 milhões irão para a recuperação do complexo de lagoas da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Canal da Joatinga. Para a construção de casas de custódia serão investidos R$ 120 milhões.

Rio+20 Durante a assinatura do contrato, a presidente Dilma Rousseff afirmou que ampliar os investimentos no país ajuda a combater a crise econômica internacional. Ela também fez referência à Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável que ocorre no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

“Esse financiamento é mais importante quando a gente considera o momento que estamos vivendo, com a Rio+20 acontecendo no Rio de Janeiro, um momento em que defendemos políticas de desenvolvimento sustentável. Investimentos em saneamento fazem parte dessa parceria”, disse.

A presidente afirmou que o Brasil está preparado para combater a crise financeira internacional porque fortaleceu o mercado interno, além de ampliar as reservas internacionais. “Criamos um modelo com inclusão social, um modelo que conseguiu formar um mercado interno elevando 40 milhões de brasileiros para a classe média”, afirmou.

Indústria nacional Sem citar o projeto que altera o sistema de partilha dos royalties, em tramitação no Congresso, Dilma falou da importância da exploração do petróleo para as finanças do estado do Rio de Janeiro. “Estou aqui num estado muito especial. Um estado que tem na indústria do petróleo um dos seus maiores puxadores do desenvolvimento”, disse.

A presidente defendeu a política do governo federal de priorizar a fabricação nacional de equipamentos voltados à extração de petróleo e gás. “Todos aqueles que, através de uma pressãozinha, pensam que vão impedir o que o governo continue perseguindo conteúdo nacional estão equivocados. A base da nossa política não é vazar demanda do Brasil para gerar empregos fora. A base da nossa política é gerar empregos aqui dentro”, afirmou.