Segundo bombeiros, ninguém se feriu. O edifício, que pertence ao Cordão da Bola Preta, estava vazio na hora do acidente

Rio –  Um prédio desabou parcialmente na esquina das ruas do Lavradio com Relação, no Centro, na manhã desta terça-feira. Segundo os bombeiros, ninguém se feriu. O edifício, que pertence ao Cordão da Bola Preta, estava vazio na hora do acidente. Bombeiros estão no local para remover os escombros. A parte do prédio que ruiu, no entanto, estava desativada já que o bloco realiza suas atividades em outro espaço do imóvel.

Por conta do desabamento, uma faixa de rolamento da Rua do Lavradio está interditada ao tráfego de veículos na altura da Rua da Relação. Operadores da CET-Rio atuam no local auxiliando os motoristas e funcionários da Defesa Civil. O trânsito é intenso na região.

Localizado numa das áreas de maior movimento do Centro do Rio e perto da agitação da Lapa, o imóvel desde 2010 foi cedido pela RioTrilhos ao Cordão da Bola Preta depois que o tradicional “quartel general” do Carnaval foi despejado de sua sede na Avenida Treze de Maio.

Foto: Leitor @Realtico

Foto: Leitor @Realtico

No dia 25 de janeiro, três prédios comerciais, um de quatro, um de dez e outro de 18 andares, desabaram na Avenida Treze de Maio, causando pânico e correria no Centro do Rio. Uma grande cortina de fumaça cobriu toda a região da Cinelândia. A tragédia deixou 17 mortos e pelo menos cinco desaparecidos.

No total de 34 pavimentos dos três edifícios haviam salas comerciais onde funcionavam empresas de informática, imobiliárias, escritórios de advocacia, consultorias de recursos humanos, agências de publicidade, entre outras. No térreo do prédio 44, construído em 1940 e que possuía 18 andares, além de loja e sobreloja, funcionava uma agência do Banco Itaú.

Os outros dois prédios foram construídos em 1938. O imóvel número 40 tinha quatro andares, e o número 38, dez pavimentos. No prédio menor funcionava uma loja de produtos naturais.

Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Operário trabalha no resgate na Avenida Treze de Maio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

O dentista Antônio Molinari, 60 anos, conta que tinha cinco consultórios odontológicas em um dos edifícios, e ainda não sabe como retomar o trabalho. Calcula prejuízo em torno de R$ 300 mil. “Além de ter perdido tudo, sou obrigado a ver pessoas garimpando equipamentos em meio aos destroços”, critica Antônio.

As investigações sobre as causas do acidente ainda não foram concluídas. Mas a suspeita mais provável, segundo os investigadores, é que houve colapso na estrutura do prédio mais alto, devido a falhas em uma reforma feita em um dos andares, onde funcionava uma empresa de informática. A desconfiança é que a reforma, que ocorria há dois meses, levou à retirada de vigas de sustentação, ameaçando a estrutura do prédio. Os dois edifícios que estavam ao lado acabaram sendo atingidos pela força da primeira queda, segundo investigações preliminares.