Escuto de muitos defensores de Pm’s que se o salário fosse alto a corrupção não seria tão descarada… ouço ainda que a culpa é do povo que já olha para o Pm quando é parado em blitz ou no erro oferecendo uma propina. Bem, o salário fosse alto não eliminaria a corrupção e o povo já olha desta tal maneira para o Pm porque já se tornou natural o Pm ser visto como corrupto, culpa do próprio, que fez a sua imagem. Só que corrupção é burrice, daí o título, o mesmo Pm que recebe propina de A, B ou C não dorme tranquilo, porque na verdade ele está sempre devendo. DEVENDO para a sociedade, para o traficante, para o comandante de batalhão, para si mesmo e para a sua FAMÍLIA. Vai curtir ali o momento mas depois vai andar com o C* na mão. Eu escuto cada relato de PM’S que é de arrepiar… até para trabalhar na PATAMO tem esquema. Estes São Cosme e São Damião (duplas que ficam nas ruas, esquinas) na verdade estão sendo  punidos. Mas são muitas HISTÓRIAS que eles me contam… Não tenho PM’S como amigos, não são de nenhuma confiança.

RIO
– Na tentativa de resgatar a credibilidade do trabalho da polícia, o secretário
de Segurança, José Mariano Beltrame, pretende investir pesado na investigação
dos sinais aparentes de riqueza de policiais da banda podre das duas
corporações, Civil e Militar. Para isso, ele informou na quinta-feira que há uma
resolução sendo analisada pela Procuradoria Geral do Estado. A informação foi
dada durante

o anúncio do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir
Ribeiro da Costa Filho
.Segundo a assessoria da secretaria, foi feita uma consulta para saber que

meios legais podem ser usados para investigar sinais externos de riqueza dos
policiais. O secretário quer o amparo da procuradoria para saber se é preciso
apresentar um projeto de lei na Alerj, se basta um decreto do governador Sérgio
Cabral ou se assunto pode ser regulamentado por ato administrativo do próprio
Beltrame.

Pelas regras atuais, apenas governador, vice-governador, secretários, membros
da magistratura e do Ministério Público, além de prefeitos e ocupantes de cargos
eletivos ou de confiança, são submetidos a algum controle. De acordo com
orientação de lei federal, a deliberação 180/1994 do Tribunal de Contas do
Estado exige a apresentação de declarações de bens com indicação das fontes de
renda, no momento da posse, anualmente e ao deixar o cargo.

Liminar
suspendeu lei que abrangia todos os servidores
Em 2009, a lei 5.388 aprovada na Alerj estendia a obrigatoriedade a todos os

servidores públicos estaduais. A exigência, porém, foi parcialmente suspensa por
liminar, com base numa ação direta de inconstitucionalidade movida pela
Associação Nacional dos Membros do Ministério Público. A liminar só manteve a
exigência para os deputados e funcionários da Alerj.

Outra meta de Beltrame serão mudanças no currículo e na carga horária dos
cursos dos policiais, com a contração de novos professores pela Subsecretaria de
Ensino, a partir de 1 de janeiro de 2012.

– A formação tem que ser abordada e aprimorada. Pretendo concluir esta fase
ainda este ano – disse ele.

Abatido, com voz cansada, o secretário revelou que não dormia desde domingo,
quando a crise na PM se iniciou:

” A formação tem que ser
abordada e aprimorada. Pretendo concluir esta fase ainda este ano “

– Eu sei o tamanho da missão. Se eu quisesse, poderia esconder a cabeça
embaixo da mesa, mas não é do meu perfil. Desde domingo eu não durmo. Nada mais
me surpreende nesse trabalho. Sei do tamanho de minha responsabilidade. Quem
dera que fossem só notícias boas, mas não estamos aqui para ser mercadores de
ilusões. Estou aqui para fazer um trabalho, com seus problemas, perdas e ganhos.
Acreditamos no que estamos fazendo. É vida que segue, pois há muito a ser feito.

O secretário disse que a credibilidade perante a opinião pública se conquista
cortando a própria carne. Ele disse isso se referindo às investigações que têm
levado à prisão vários policiais, entre eles o ex-comandante do 7º BPM (São
Gonçalo) tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, suspeito de ser o
mandante da morte da juíza Patrícia Acioli.

Beltrame enfatizou a importância de continuar e aprimorar a política de
segurança:

– Muita coisa já foi feita, mas a gente tem que avançar. Se as correções
precisam ser feitas, elas vão ser realizadas com muita transparência, sempre
tentando mostrar o que quer a sociedade fluminense. O Rio tem um plano e um
conceito de segurança pública que são maiores que o secretário, o comandante da
PM e a chefe de Polícia Civil.

Anúncios