O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, negou nesta sexta-feira que a polícia tenha demorado para investigar o desaparecimento do menino Juan de Moraes, de 11 anos, baleado em um confronto entre policiais militares e traficantes na Favela do Danon, em Nova Iguaçu.

“A 56ª DP ouviu as pessoas logo no início do caso e temos estes depoimentos. A polícia não parou. Todos os procedimentos foram adotados, mas temos que esperar a conclusão para que a gente possa corroborar o que foi colhido em depoimento e nas ruas com a perícia”, disse Beltrame em entrevista ao RJ TV.

Para Beltrame, a polícia não investigou o desaparecimento de Juan antes por se tratar, inicialmente, de um caso de auto de resistência. “A questão pericial não foi feita, pois tratávamos o caso como alto de resistência. Os policiais envolvidos no incidente foram afastados, se não me engano, na terça ou quarta-feira e temos três inquéritos: o da delegacia, do batalhão de Mesquita e da Corregedoria”, afirmou.

Beltrame repetiu as palavras do coronel e comandante geral da PM, Mário Sérgio Duarte, que caso seja provado participação os PMs serão punidos. “Se for comprovada a participação de algum servidor público neste caso, eles serão punidos como sempre fizemos”.

Beltrame afirmou que o empenho para resolver o caso é total: “Meu empenho é 100% e vamos dar a resposta a este caso. Acho que o tratamento não foi diferenciado pelo fato de o menino ser pobre. Na minha concepção o cidadão que paga imposto na Zona Sul tem o mesmo direito que o da Zona Norte”, completou.

 

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