Os bombeiros libertados foram recebidos com um “tapete vermelho”, estendido da Praça VX até a Alerj. Os militares acampados nas escadarias da Assembleia do Rio colocaram a faixa vermelha no chãopara recepcionar os companheiros que estavam detidos no Quartel Central de Charitas, em Niterói.

O grupo saiu de Charitas por volta de 10h25 e seguiu em dez ônibus para a Estação Araribóia, no Centro de Niterói. Lá pegaram uma barca e seguiram para o Rio, onde chegaram às 12h10.

Bombeiros são soltos 

Os bombeiros presos saíram marchando do Quartel Central dos Bombeiros de Charitas, em Niterói, região metropolitana do Rio. Os militares cantaram o hino da corporação e o Hino Nacional, e seguiram em direção aos ônibus. Muitos familiares e vários moradores de Niterói acompanharam emocionados a libertação dos presos.

Os militares se aglomeram em frente ao Quartel, do outro lado da rua, para aguardar a liberação de 12 presos, que ainda estavam sem alvará de soltura. Segundo o advogado Aderson Bussinger Carvalho, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, eles estão providenciando com a Justiça esses outros alvarás. A corregedoria da Polícia Militar teria enviado uma lista incompleta para a Justiça. Cinco não tiveram o mandado expedido e os outros nove têm problemas na grafia do nome ou com o número da identidade.

Dos 439 presos, 15 não tinham nem nota de culpa, que é o documento que a autoridade é obrigada a entregar ao preso, na hipótese de flagrante, informando-o do que se alega contra ele. Isso significa, que eles eles ficaram presos sem motivo, já que não foram denunciados. E alguns autos de flagrante tinham a data errada, 7 de junho como o dia do flagrante. 

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