Manifestantes cobraram aprovação de propostas pelo Congresso.
Ato agradeceu ao STF por decisão que reconheceu união estável.

Militantes de movimentos em defesa dos direitos dos homossexuais de pelo menos sete estados brasileiros realizaram nesta quarta-feira (18) uma manifestação no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF). De mãos dadas, fizeram um abraço simbólico em torno do edifício sede do tribunal, em Brasília. A manifestação foi uma homenagem à decisão do STF que, no último dia (5) de maio, reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo. Os manifestantes também foram ao gramado do Congresso Nacional protestar pela aprovação de propostas em tramitação que reconhecem direitos aos homossexuais. Parlamentares do PSOL conversaram com os manifestantes, que se concentraram na Praça dos Três Poderes.

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A senadora Marinor Brito foi parabenizada pela defesa da causa homossexual. Na semana passada, a parlamentar bateu boca com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), após a reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que discutiu o projeto que prevê punições para discriminação de homossexuais. saiba mais Supremo reconhece união estável de homossexuais Veja perguntas e respostas sobre o julgamento da união gay pelo STF‘Tu deveria ir pra cadeia’, diz senadora a Bolsonaro no Congresso“O movimento dá uma resposta muito positiva e um reconhecimento do papel que o Supremo cumpre neste momento e já que o Congresso Nacional não se manifestou até hoje. Não queremos a judicialização da política. Queremos que o Congresso assuma o seu papel de protagonista na alteração e na construção das leis”, afirmou a senadora. Nesta quarta, Marinor Brito ingressou com uma representação na Procuradoria do Senado contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Ela se disse ofendida “como mulher e como cidadã” pelas palavras do deputado. Durante a discussão no Senado na quinta, Bolsonaro afirmou que iria sugerir a elaboração de um projeto para aplicar punições para discriminação de heterossexuais e ainda provocou Marinor. “Ela [Marinor] não pode ver um heterossexual perto dela que sai batendo. Ela não pode ver um macho que fica louca. Tem que ter um projeto para criminalizar o preconceito hetero”, falou Bolsonaro.