Claro que nem todos mas a grande maioria come lagosta, arrota caviar e caga igual a todos nós. Sempre arrumam um jeitinho…

Pelo segundo dia consecutivo, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) realizou ontem operação na Barra da Tijuca, Zona Oeste, para reprimir fraudes no emplacamento de veículos que circulam pelo Rio de Janeiro. Ao todo, são cerca de 500 mil com placas de outros estados, a maioria irregular. A polícia adverte: trata-se de crime. Ontem, na Av. das Américas, 18 veículos tiveram documentação apreendida. Na quarta, 26.

Arte: O Dia
Arte: O Dia

De acordo com agentes da especializada, moradores do estado buscam meios, normalmente através de despachantes, para emplacar veículos em estados cujo IPVA é mais barato, além de fugir das vistorias e não pagar multas. Paraná e Espírito Santo são os preferidos para burlar o sistema.

A Polícia Civil identificou 12 agências de veículos, além de despachantes que oferecem o serviço. Eles fraudam endereços residenciais e comerciais para o emplacamento. Os verdadeiros comerciantes e moradores dos endereços fornecidos em outros estados recebem erroneamente as multas. Alguns dos endereços são ainda de casas abandonadas e terrenos baldios. Além disso, o IPVA é recolhido por um outro estado, o que caracteriza evasão de divisas.

Ainda de acordo com a polícia, foram seis meses de investigação. Policiais da DRFA descobriram dezenas de multas em carros emplacados em outros estados. Segundo o Detran, as multas aplicadas em placas de outros estados e que não foram pagas somam prejuízo de R$ 8 milhões.

Para o delegado Márcio Mendonça, os crimes são cometidos por pessoas com rendas altas, como banqueiros, jogadores de futebol, médicos, normalmente moradores da Barra da Tijuca, São Conrado e e Copacabana.

“A pessoa vai comprar o veículo em uma dessas agência e já recebe a proposta do vendedor avisando-o da possibilidade de emplacar em outros estados. Assim, foge de suas obrigações fiscais”.

Ainda de acordo com Márcio Mendonça, esses motoristas podem responder por falsidade ideológica, uso de documentação falsa, sonegação fiscal. Se condenados, os acusados podem pegar até 15 anos de prisão.