Wellington foi sepultado como corpo não-reclamado em uma cova rosa

 O corpo de Wellington Menezes de Oliveira, assassino de 12 alunos da escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, foi sepultado na manhã desta sexta-feira, no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio. O atirador foi enterrado em uma cova rasa sem lápide como corpo não-reclamado.

O corpo do atirador saiu às escondidas do Instituto Médico Legal (IML) para evitar assédio da imprensa e de curiosos, que aguardavam o reconhecimento do cadáver pela família. Segundo o diretor do órgão, parentes do assassino teriam até esta sexta-feira para cumprir o protocolo. Por isso, Wellington só seria sepultado na semana que vem. 

No último sábado, religiosos estiveram no IML para reclamar o corpo de Wellington, mas ele só poderia ser liberado após o reconhecimento de parentes.

Wellington (Foto: Divulgação/Seseg)

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de RealengoFoto: Reprodução