Gente é um assunto fútil, pelo menos para mim… mas, porém, todavia e outras coisas mais, fui “obrigado” a postar algo sobre. Hoje vi uma reportagem na qual uma equatoriana teria ficado 16 dias só a base de água (fez greve de comida) para ver se conseguia um convite para assistir o casório real. Conseguiu, um empresário ficou sensibilizado e bancou a sua viagem, enquanto isso morre uma criança de fome no continente Africano.

Vamos à notícia: A Clarence House divulgou programação cronometrada que detalha a chegada de cada um dos grupos que participarão do casamento real inglês – aquele que toma de assalto as páginas dos veículos da imprensa internacional e estampa vasta gama de souvenirs. É que cada categoria de convidados da extensa lista que ocupará a Abadia de Westminster tem sua faixa de horário protocolar – os religiosos, os convidados-gerais, os padrinhos, os membros da família real, o noivo, Charles e Camilla e, só então, a rainha e o marido.

Não, eles não esqueceram da noiva, caro leitor. É que a hora de Kate Middleton pisar no altar é, de acordo com o comunicado, um exemplo da pontualidade pela qual os britânicos podem se gabar. Ela sai Goring Hotel – onde passa sua última noite de solteira – às 10h51 para começar um percurso que vai durar, excepcionalmente, 9 minutos ao invés dos 7 necessários de acordo com as incansáveis simulações da equipe do palácio de Buckingham. O Rolls Royce que levará Kate, o pai e a irmã andará em baixa velocidade, para que os súditos possam observar com calma a nova integrante de sua realeza.

E, tal qual como está escrito no convite do casório, às exatas onze horas do dia 29 de abril de 2011, ela cruza o portão para sua transformação de conto-de-fadas: de plebeia à princesa. Os fieis representantes do bom e velho humor inglês garantem que atraso de noiva é coisa para quem não tem pressa. Corra, Kate, corra!

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