OMS e agência francesa alertam para efeitos duradouros do vazamento em usinas Tóquio – Entidades internacionais fizeram ontem um grave alerta: apesar de o vazamento de radiação do Japão estar aparentemente sob controle, o risco de contaminação pode durar por décadas. Ontem, o governo japonês já suspendeu a venda de leite e espinafre produzidos em quatro cidades próximas à usina nuclear de Fukushima 1. O pronunciamento mais sério partiu da Autoridade da Segurança Nuclear francesa (ASN). O órgão informou que as emissões radioativas de

Fukushima 1 continuam e que o Japão deverá conter seus efeitos durante “dezenas de anos”. O presidente da ASN, André-Claude Lacoste, declarou em entrevista coletiva que essas emissões partem por “descompressões voluntárias” dirigidas a reduzir a pressão nos reatores danificados e a “fugas” de origem desconhecida. Ele ainda afirmou que talvez a zona de segurança estabelecida pelo Japão, num raio de 20 km a partir das usinas afetadas, não seja suficiente: a radiação atingirá até 100 km de distância. “A importância e a localização das zonas afetadas pela contaminação ainda não são conhecidas”, acrescentou. “Seja qual for a evolução da situação, o Japão terá que fazer frente, a longo prazo, às consequências da radioatividade dessas expulsões”, alertou. ÁGUA RADIOATIVA Também ontem, a OMS informou que a contaminação de alimentos pode ser mais séria do que se imaginava. Altos níveis de iodo radioativo foram encontrados nos alimentos proibidos e na água de vilarejos próximos à usina. No domingo autoridades em Taiwan encontraram radiação em uma carga de vagens importada do sul do Japão. A contaminação, porém, não representa riscos. Preocupada, a China decretou que toda a comida importada do Japão passe por testes.

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