Objetivo é descobrir como armas e explosivos chegam ao Rio de Janeiro

 

Rio – O ex-subchefe de Polícia Civil, Carlos Oliveira, preso na Operação Guilhotina em fevereiro, será convocado para depor na CPI das armas, instalada na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) na segunda-feira. O delegado é acusado de desviar armas da polícia e repassar para criminosos.

Os deputados têm como objetivo descobrir como as armas e explosivos chegam às comunidades do Rio. Inquéritos sobre o tráfico de entorpecentes dentro das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Forças Armadas serão pedidos pela CPI.

Os dias em que os depoimentos serão colhidos ainda não foram definidos, segundo o relator da CPI. Uma lista com todo o armamento apreendido durante a ocupação do Complexo do Alemão também será pedida.

Preso na Operação Guilhotina, Carlos Oliveira era o braço-direito do ex-chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski e ocupava um cargo na Secretaria Municipal de Obras. O delegado vai responder por formação de quadrilha, peculato (apropriação de bens por servidor público) e comércio de armas de fogo.