O acidente nuclear ocorrido neste sábado (12) na central número 1 de Fukushima, no nordeste do Japão, foi avaliado no nível 4, numa escala que vai até 7, anunciou a Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial.

Para se ter uma ideia, em 1979, o acidente em Three Mile Island, nos Estados Unidos, ficou no nível 5 e o de Chernobyl, em 1986, no grau 7.

A classificação 4 qualifica acidentes que não acarretam riscos muito significativos fora do local, segundo documentos da Agência internacional de Energia Atômica (AIEA).

O termo “anomalia” é utilizado para o nível 1. Já “incidente” é usado para os níveis 2 e 3.

O nível 4 é o pior até o momento no Japão, informou um dirigente da agência.

O reator numéro 1 da central de Fukushima, situado a 250 km ao norte de Tóquio, teve uma série de problemas (falha no sistema de resfriamento, aumento de pressão), forçando as autoridades a abrir suas válvulas para liberar o excesso de vapor. População próxima ao local receberá doses de iodo, um elemento útil para prevenir câncer de tireóide
Nuvem radioativa pode chegar à Rússia

A nuvem radioativa emitida por um reator nuclear acidentado neste sábado (12) na usina de Fukushima 1, no Japão, pode atingir a península Kamtchatka, na Rússia, em menos de 24 horas. A informação é de uma dirigente local do serviço de vigilância sanitária, citada pela agência de notícias russa Ria-Novosti.

Natalia Jdanova disse que a nuvem de partículas radioativas “deverá atingir logo a região”, em parte por causa da direção das massas de ar e da pouca distância entre o local do incidente e o extremo leste da Rússia. A península fica a nordeste do Japão e do arquipélago russo de Kuriles.

Segundo Jdanova, medições de radioatividade são realizadas de hora em hora em 28 estações de controle russas.

Rússia se prepara para risco nuclear

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin ordenou neste sábado (12) a execução dos planos e meios de socorro e emergência na zona oriental da Rússia, informou a agência de notícias russa Ria-Novosti. O anúncio acontece em seguida ao incidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão.

Ajuda internacional – A comunidade internacional começou a enviar equipes de resgate no sábado para ajudar o Japão. “Estamos no processo de enviar nove especialistas que estão entre os mais experientes que temos para lidar com catástrofes. Eles ajudarão a avaliar as necessidades e coordenar assistência com autoridades japonesas”, disse Elisabeth Byrs, porta-voz do escritório da Organização das Nações Unidas para a coordenação de assuntos humanitários.