SERRA NA CONSTITUINTE: Nota 3,75 (de zero a dez)
Fonte: DIAP — “Quem foi quem na Constituinte”, pag. 621.

O candidato Sr. José Serra está dizendo em sua campanha eleitoral que foi “o melhor deputado na Constituinte de 1988”. E compara com o “PT da Dilma, que se recusou a assinar a Constituição”.

Dilma, de fato, não estava lá. Estava o Lula. E estavam também, com as respectivas notas: Benedita da Silva (10) e Vladimir Palmeira (10) do RJ;Eduardo Jorge (10), Florestan Fernandes (10), Gumercindo Milhomem,Irma Passoni (10), Plínio Arruda Sampaio (10), José Genoino (10) e Luiz Gushiken (9,5), de SP; João Paulo Pires de Vasconcelos (10), Paulo Delgado(10) e Virgílio Guimarães (9), de MG; Olívio Dutra e Paulo Paim, do RS; eVitor Buaiz (9,5) do ES. Todo mundo do PT naqueles tempos. Todo mundo com nota de sobra, a favor dos trabalhadores. Portanto, o PT assinou a Carta Magna. Então esta já é uma mentira do candidato.

Agora me diz: onde alguém, por exemplo, que numa escala de zero a dez tenha tirado nota 3,75 é o melhor? Só se for às escolas do Sr. Paulo Renato Costa Souza, onde alunos são aprovados sem saber ler/escrever, e nos mágicos contorcionismos que aplica no (mega) organizado Saresp. Daí dá certo. Portanto, esta é mais uma mentira do candidato.

Você pode se perguntar o motivo de nota tão pífia. Basicamente foi por razões também divulgadas e que devem ser sempre recordadas – principalmente para que se evitem os mesmos erros. Olha que bacana o resumo da mixórdia:

• Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
• Serra votou contra mais garantias de estabilidade no emprego ao trabalhador;
• Serra negou seu voto pelo direito de greve;
• Serra negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
• Serra negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
• Serra negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
• Serra negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
• Serra negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
• Serra votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
• Serra votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo.

…Você me conhece. Sabe da minha franqueza, e que eu não mudo de opinião em véspera de eleição… (vídeo 3:12). Foi pela mesma franqueza e opinião que o Sr. José Serra abandonou a prefeitura de SP para ser candidato a governador, mesmo tendo assinado documento e se pronunciado em debate declarando que jamais o faria. Quer dizer que o salário mínimo de R$600 é miragem, que a greve vai ser tratada da mesma forma como tratou os professores em 2009, que jornalistas e colunistas com opinião própria (contrária a dele) continuarão sendo demitidos, que o petróleo brasileiro tem de ser internacional…

Não há muita novidade no que consta neste humílimo post. Aliás, se você colocar no Google “nota 3,75” vai ver que o primeiro resultado (e outros sequentes) já é a mentira do candidato Serra. E como aqui é um banco de dados, quanto mais registros corretos houver, melhor.

Abaixo a avaliação do Sr. Serra obtida no DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar -, em Quem foi quem na Constituinte – Nas questões de interesse dos Trabalhadores, página 621. E em seguida as notas daquele que o nosso maior mentor em vida, Professor Hariovaldo Prado, chama de “analfabeto, nove-unhas, molusco vermelho barbudo” e por aí vai. Está na página 625. Nota dez.

Se quiser recordar para viver, todos à época estão

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