Petista alcança 55% dos votos válidos

Dilma Rousseff (PT) mantém tendência de crescimento e abre 20 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB) na disputa pela presidência da República. É o que mostra pesquisa Datafolha realizada nos dias 23 e 24 de agosto junto a 10948 eleitores em todas as unidades da Federação. Comparando-se os dados atuais com levantamento realizado na sexta-feira da semana passada, nota-se que a petista oscilou positivamente dois pontos percentuais em três dias.

Na ocasião, a ex-ministra tinha 47% das intenções de voto. Já o tucano, no mesmo período, oscilou um ponto negativo, passando de 30% para 29%. Marina Silva (PV) manteve o mesmo percentual – 9%. Os demais candidatos não pontuaram. As taxas dos que pretendem votar em branco ou anular o voto (4%) e a dos que permanecem indecisos (8%) ficaram estáveis.


No cálculo de votos válidos, onde a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é distribuída proporcionalmente segundo o percentual de intenção de voto de cada candidato, Dilma alcança 55%, o que seria suficiente para elegê-la presidente já no primeiro turno.

A novidade deste levantamento porém encontra-se na liderança da petista em segmentos até aqui dominados pelo tucano. Entre os que possuem renda superior a 10 salários mínimos Dilma cresceu 12 pontos percentuais e consegue agora 40% das intenções de voto nesse estrato contra 34% de Serra. Na semana passada, esses índices correspondiam a 28% e 41%, respectivamente.

O mesmo acontece na Região Sul, onde até o início do horário eleitoral, verificava-se um dos melhores desempenhos do tucano. Na pesquisa anterior, a petista empatou com Serra entre os habitantes da região e agora abre vantagem de sete pontos percentuais nesse mesmo estrato.

Mudanças significativas também são observadas no desempenho da ex-ministra de Lula nos estados onde o Datafolha expande sua amostra para estudar a eleição de governador. Dilma passa a liderar nos oito estados com amostra expandida, inclusive naqueles onde, antes do início da campanha na TV, Serra era o favorito. É o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul, do Paraná e São Paulo. Em todos eles, o ex-governador aparecia na frente há 12 dias. Agora, a petista lidera com quatro pontos de vantagem no Rio Grande do Sul, nove no Paraná e cinco em São Paulo.

Nas capitais desses estados, que também têm base para leitura estatística segura, a exceção é Curitiba. Na capital paranaense, mesmo com um crescimento de seis pontos de Dilma nos últimos 12 dias, Serra continua líder – chega a 40% das intenções de voto contra 31% da petista.

No total da intenção de voto espontânea, aplicada antes da pergunta estimulada, Dilma cresceu quatro pontos percentuais nos últimos três dias. Passou de 31% para 35%. Serra oscilou positivamente um ponto e fica agora com 18%. Marina fica estável em 5%. A taxa de indecisos caiu, nesse mesmo espaço de tempo, de 37% para 33%.

Quanto à rejeição, nota-se oscilação de dois pontos percentuais no índice dos que dizem nunca votar em José Serra. Era 27% na semana passada e agora é 29%. É a maior taxa de rejeição já verificada em relação ao tucano desde o último mês de março. A reprovação ao nome de Dilma ficou em 19%.

Na simulação de segundo turno entre a petista e o tucano, Dilma alcança 55% das intenções de voto, dois pontos a mais do que era observado na pesquisa anterior. Serra, por outro lado, perdeu três pontos em três dias. Caiu de 39% para 36%.

63% apostam em vitória de petista
Maioria diz que voto está totalmente decidido

Entre os que pretendem votar em Dilma, 83% se dizem totalmente decididos, taxa que cai para 74% entre os eleitores de Serra e 67% entre os de Marina. Entre os 31% de eleitores de Marina Silva que cogitam mudar de opção, 42% seriam transferidos para a petista e 28% para o tucano, caso resolvessem concretizar a hipótese.

85% sabem que Dilma é a candidata de Lula
Segundo entrevistados, petista tem o melhor desempenho na TV

A taxa dos eleitores brasileiros que sabem que Dilma Rousseff é a candidata apoiada pelo presidente Lula cresceu 9 pontos percentuais nos últimos 12 dias. Antes do início do horário eleitoral, 76% já tinham conhecimento do fato. Agora, esse índice vai a 85%. Nesse período, o índice dos que identificam Dilma como candidata de Lula cresceu especialmente no Nordeste e entre os que têm menor renda familiar mensal.

O apoio de Lula a um dos candidatos a presidente também cresceu em importância. No levantamento feito entre 9 e 12 de agosto, 42% diziam que o apoio do presidente determinaria com certeza seus votos nas eleições deste ano. Essa taxa agora é de 45%. O grupo dos que afirmam que talvez escolheriam o candidato de Lula caiu de 22% para 18% nos últimos 12 dias e a dos que rejeitam a influência do presidente ficou estável em 29%.

Quanto ao horário eleitoral, 39% dizem já ter visto o programa, sendo que 35% afirmam já ter assistido ao de Dilma Rousseff e 30% ao de José Serra. Entre os que já acompanharam as propagandas, a maioria (54%) escolhe Dilma como a candidata de melhor desempenho na TV. Serra fica em segundo com 26%.

Para deputado estadual vote em quem faz. Vote em GILBERTO PALMARES!

Formado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-graduado em Educação pela Universidade Candido Mendes, com especialização em História da África e da Cultura Afro-Brasileira, Gilberto Palmares foi reeleito deputado estadual com quase 33 mil votos.No início da atual legislatura, em fevereiro de 2007, foi eleito membro da Mesa Diretora da Alerj no cargo de 2º vice-presidente, assumindo ainda a coordenação da Escola do Legislativo Fluminense (ELF). Sob sua coordenação a Escola implementou o Programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA), em parceria com o Sesi, permitindo a elevação da escolaridade de servidores efetivos, terceirizados e comissionados da Casa. Ao mesmo tempo, em parceria com o Ibam, deu início à realização de cursos de aperfeiçoamento em Gestão e Orçamento Públicos e promoveu uma série de debates sobre temas de interesse da sociedade.É, também, presidente da Comissão Especial dos 120 Anos da Abolição e da Comissão Especial de Fiscalização das Condições de Trabalho em Call Centers. 

Em seu primeiro mandato foi líder da bancada do PT (2004), presidente da Comissão Permanente de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social; criador e presidente das Comissões Especiais de Combate ao Trabalho Precarizado e de Fiscalização das Condições de Trabalho em Call Centers, eleito subcorregedor geral da Alerj. Por sua iniciativa, foi criado também o Disque Denúncia Trabalho, serviço gratuito da Alerj que num espaço de dois anos conseguiu regularizar a situação de mais de dois mil trabalhadores.

Empregado da Embratel por 27 anos, Gilberto Palmares iniciou sua trajetória política no movimento sindical, tendo sido presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel/Rio) por dois mandatos, de 1990 a 1996. Destacou-se ainda como diretor do Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) no Rio de Janeiro e foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores.

Atuou no movimento comunitário, com participação marcante na Associação de Moradores do Morro da Formiga, na Tijuca, onde ajudou na fundação da rádio comunitária e de jornais da comunidade.
Em 1994 foi candidato a deputado federal e obteve mais de 23 mil votos, sendo o quinto mais votado do PT/RJ. Em 1996 elegeu-se vereador pela capital e nessa condição apresentou projetos importantes voltados, em grande parte, para as relações de trabalho. É autor da Lei Municipal nº 2.861, a Lei Antifilas, que estabelece o horário máximo de 20 minutos para atendimento dos clientes nas agências bancárias do município do Rio.


Sua atuação como vereador e seu vasto conhecimento sobre o mundo do trabalho resultou na indicação, em 1999, para o cargo de Secretário Estadual do Trabalho, função que exerceu por um ano e três meses. Na Secretaria, implantou o Banco do Povo, assegurando aos microempreendedores acesso a crédito sem burocracia e a juros baixos. Na sua gestão foram abertas agências em Caxias e na Tijuca. Também ampliou os Centros de Trabalho e Renda para o interior do estado e zona oeste da capital. Abriu cursos de qualificação profissional que beneficiaram mais de 120 mil trabalhadores.

Foi o primeiro presidente estadual do PT/RJ eleito pelo voto direto dos filiados, em 2001, e integrou ainda a Direção Nacional do PT (2005 a 2007).