Será criada a maior Unidade de Polícia Pacificadora, que prevê também a requalificação, após ocupação do Morro do Borel

Os 250 polícias militares entraram no Morro do Borel antes das 9h00min de quarta-feira, sem disparar um único tiro, e uma hora depois já hasteavam a bandeira do Brasil no largo que era usado como posto de observação do tráfico de droga. Foi o primeiro dia da ocupação das favelas da zona norte do Rio de Janeiro, perto do bairro da Tijuca, antecipando a instalação de mais uma Unidade de Polícia Pacificadora – a oitava e a maior.

“Vamos continuar esta operação de verdadeira reconquista de certos territórios da cidade”, disse Sérgio Cabral, o governador do Rio de Janeiro. A segurança é uma das principais preocupações dos habitantes e das autoridades – que vão organizar o Campeonato Mundial de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

“Vim de Portugal ainda jovem e sempre me respeitaram porque eu vivia de boca fechada. Para sobreviver na favela, tem que ser assim. Meu maior medo eram os tiroteios na hora de sair ou chegar em casa”, disse o reformado “Y”, de 80 anos, residente no Morro do Borel, ao jornal O Dia. Os moradores esperam que a acção policial ponha fim à violência ligada ao tráfico de droga.

Mas a criação da Unidade de Polícia Pacificadora pressupõe não apenas um reforço da segurança (estarão envolvidos 500 agentes), mas também trabalhos de urbanização na favela. Nas regiões que já foram beneficiadas (principalmente na zona sul, mais turística) houve casas que chegaram a valorizar “148%”, segundo o mesmo diário brasileiro.

Além do Morro do Borel, outras seis comunidades da região da Tijuca foram ocupadas pela polícia militar: Casa Branca, Chácara do Céu, Morro da Cruz, Formiga, Indiana e Catrambi – onde vivem cerca de 20 mil pessoas. “Para pacificar a Tijuca como um todo, temos que fazer isso [a ocupação] num número importante de favelas. Nada impede que o traficante do Borel possa ter pulado para a Formiga e da Formiga para não sei onde. A gente precisa manter uma sequência para prender essas pessoas”, explicou o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, citado pelo Globo. O responsável prometeu mais intervenções nos morros do Salgueiro, Andaraí e dos Macacos.

“A OCUPAÇÃO REALMENTE É MUITO IMPORTANTE PARA QUE O POVO QUE VIVE NESTA ÁREA DE RISCO POSSA EXERCER SEU DIREITO UNIVERSAL DE IR E VIR. MAS TEMOS QUE TOMAR CUIDADO COM ALGUNS PROBLEMAS QUE INFELIZMENTE OCORREM QUANDO ENVOLVEM MUITAS PESSOAS. SE OS MORADORES FOREM RESPEITADOS COMO DEVEM, ESTAS “UPP’S” TEM TUDO PARA DAR CERTO (CLARO, QUE DEPOIS DAS OLÍMPIADAS TEREMOS OUTRO CENÁRIO). O POVO DAS “COMUNIDADES” E DO “ASFALTO” AGRADECEM ATÉ 2016.. DEPOIS QUEREMOS TODOS ACREDITAR QUE O PROJETO IRÁ CONTINUAR. ALÉM DISSO TEMOS QUE LEMBRAR QUE O GOVERNO TEM QUE SE INSERIR DENTRO DESTAS COMUNIDADES COM SAÚDE, EDUCAÇÃO E LAZER”. -Manxxxa-

CHEGA DE VER ESTAS CENAS QUE SÓ DIMINUEM O RIO DE JANEIRO E ENVERGONHAM OS CIDADÃOS DO BEM DESTE ESTADO RICO EM PAISAGENS NATURAIS.

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